A minha camisa no teu corpo

É cedo. O sol nasceu. Resmunguei algo imperceptível quando percebi que te levantaste. Voltei a dormir. Senti os teus dedos no meu cabelo. Passearam pelo meu rosto e viajaram até aos meus braços. Adormeci novamente. Quando acordei, estava abraçado a ti. Dormias e o teu rosto estava quase colado ao meu. Observar a tua expressão serena, enquanto dormes, é a melhor forma de começar o dia. Dei-te um beijo leve na face. Sorriste, ainda de olhos fechados. Reparei que tinhas a minha camisa vestida. Caramba. Ficava-te bem.

Ainda dormias e eu passeava os meus dedos pelo teu corpo. Reagias com movimentos rápidos, sempre de sorriso no rosto. Na noite anterior entregamo-nos com a vontade de quem precisa de sentir o outro. É uma necessidade crescente. Sentes o mesmo. Eu sei. Continuo a descobrir os teus pontos fracos e desaperto o último botão da minha camisa no teu corpo. Abres finalmente os olhos, como quem acaba de acordar. E é então que soltas esse sorriso que tanto me encanta. Sabes que sei que não estavas a dormir. E o teu olhar de menina doce e rebelde já venceu. E já estás sobre mim. Beijas-me o pescoço e mordes o meu ombro. E volto a olhar-te com aquela vontade que já conheces bem. Quero que todas as manhãs sejam assim. Tu, eu, a minha cama… e a minha camisa no teu corpo.

Ivo Rocha da Silva 2018 (c) Todos os direitos reservados

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