Eu e tu: por um segundo ou para sempre?

Acordei contigo. Percorrias – destemida – os atalhos de um pensamento errante. O cabelo ao vento e um sorriso solto. Uma rotina que não cansa. Uma chama que ilumina a relação de dois insensatos. Não temos nada e queremos tudo. E assim, sem sabermos, não nos temos porque não cedemos. Não explicamos a emoção que nos invade. Não há pressa. Não criamos ilusões. Vivemos o presente e sonhamos o futuro sem preocupações. Estamos perto mesmo quando – fisicamente – a distância nos afasta.

Se quiseres, procura no fundo dos meus olhos o brilho que tento esconder quando me sorris. Ou então continua a fingir que os teus olhos não brilham quando estamos juntos. É esta incerteza de quem está certo que nos traz encantados. Tontos, até.

Se quiseres, entrega-te como se o amanhã não viesse. Ou então recorda-te que – para nós – o amanhã nunca morre. Enquanto um de nós existir, o outro estará sempre aqui. Eu e tu? Não. Nunca. Sim. Sempre. É esta a sorte de quem sente? Eu e tu: por um segundo ou para sempre?

Ivo Rocha da Silva 2018 (c) Todos os direitos reservados

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