E então ficámos os dois… o meu caminho e eu

Estive contigo, acredita. As minhas acções eram um reflexo dos teus actos. O meu pensamento era refém do teu sorriso. A minha vontade perdeu-se nas curvas do teu corpo. Fui teu. Nunca soubeste. Ou não quiseste saber. Logo eu, que sempre vivi do pragmatismo. E então surgiste tu… e contigo aprendi a amar. Aprendi que o pragmatismo é, afinal, uma questão de escolha.

Já não estou contigo, acredita. Talvez penses que sou um tolo impaciente, pouco importa. As tuas escolhas justificam os meus actos. O meu pensamento não está contigo. A minha vontade esqueceu as curvas do teu corpo. Escolheste e eu aceitei. Pisquei o olho e sorri. Logo tu, que elevas o pragmatismo dos sentimentos a um nível néscio. Um dia, sozinha, procurarás um abrigo errante. Não estarei aí, e recordarás os nossos sorrisos, que juntos ganhavam o mundo. Recordarás cada olhar que trocámos. Recordarás até as conversas sem fim…

Quando acontecer, não lamentes a oportunidade perdida. Quando acontecer, não te esqueças de te esquecer do meu sorriso. Vai doer menos. Quanto a mim, sigo em frente. Em tempos, fomos quatro… nós e os nossos caminhos, juntos como um só. Tu escolheste outro caminho. E então ficámos os dois… o meu caminho e eu.

Ivo Rocha da Silva 2018 (c) Todos os direitos reservados

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