Sabes lá se me amas…

Encontro-te feliz.

Lembro-me dos dias menos bons. Apesar de tudo, o prazo do meu amor não venceu. Reencontramo-nos no tempo. Todos os dias… e a toda a hora. Chega a noite e procuro na cama a imagem dos nossos corpos. Do nosso Eu. Existirá esse Eu quando estamos longe? Sei lá se te amo. Quero-te. Isso sim. Quero-te perto ou longe.

Quando não estamos juntos, não me procuras. Ficas no teu canto. Escondes-te do mundo? Ou só de mim? Não sei se me queres. Vais chorando que me amas, todos os dias… e a toda a hora. Amo-te é agora um vocábulo vulgar, que repetimos como autómatos. É a sentença dos nossos dias. Do nosso Eu. Não será só mais uma palavra? Terá a autoridade que o mundo lhe dá?

Quando digo que te amo, quero dizer que te quero, e que penso em ti a cada segundo desta existência infeliz. Consciente ou inconscientemente. Quero até dizer que não saberia viver sem ti. Sem o teu sorriso do tamanho do mundo. Sem o teu olhar ternurento. Sem o som excitado da tua voz, quando te diriges a mim, irritada. Sei lá se te amo. Sei que te quero. E querer com esta intensidade domina-me por completo. Quanto a ti, não sei quando tencionas responder às palavras que te escrevo. Não sabes nada, bem sei. Juras saber o que nem eu sei. Sabes lá quem sou. Sabes lá se me queres. Sabes lá se me amas…

Ivo Rocha da Silva 2018 (c) Todos os direitos reservados

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